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Desde: 10/01/2017      Publicadas: 97      Atualização: 17/02/2018

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 Teologia e Vida

  02/02/2018
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BREVE REFLEXÃO SOBRE AS LEITURAS DO 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ano b

Comentário aos textos bíblicos da missa de domingo.

BREVE REFLEXÃO SOBRE AS LEITURAS DO 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ano b

Primeira Leitura – Jó 7,1-4.6-7

O livro de Jó quer responder a seguinte pergunta: por que o justo sofre?

Para o senso comum da época Deus agraciaria o justo e arrasaria o pecador até o seu aniquilamento – é a chamada teologia da retribuição, hoje ainda representada, e infelizmente com muita intensidade, pela teologia da prosperidade.

Jó era um homem justo, e por isso queria uma resposta para sua situação, uma vez que, diz o livro, ele não havia deixado de ser um homem justo e, no entanto, perdeu seus filhos, seus bens, e até sua saúde, o que na cabeça de todos seria a prova de que Jó havia pecado, e muito, para ser tão amaldiçoado por Deus.

Entretanto, Jó jamais admitiu que havia deixado de ser um homem correto, porque jamais deixou de sê-lo, embora seus amigos fizessem pressão para que ele admitisse o contrário.

No final do livro Jó tem sua vida restabelecida e, principalmente, tem um conhecimento de Deus bem mais maduro do que antes – tanto que, já para acabar o livro, ele diz para Deus: “Eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora os meus olhos te veem” – Jó 42,5.

No texto da primeira leitura de domingo o personagem Jó deixa transparecer todo seu drama, toda sua dor e sofrimento, e todo seu pessimismo em relação a sua vida que, de um hora para outra, desmorona por todos os lados e o transforma em um farrapo humano.

Todavia, Jó não entendia ainda que, ao contrário o que dizia a teologia da retribuição, doença, morte e até mesmo a pobreza e outras vicissitudes da vida são limitações referentes a própria condição humana – e não ações vingativas ou castigadoras de Deus que, ao contrário, intervém na história para salvar, redimir, restaurar, cuidar e curar, mesmo quando o próprio ser humano se coloca em situação de não-salvação.

No Evangelho veremos Jesus mais uma vez mostrnado a verdadeira face de Deus.

 

Segunda Leitura - 1Cor 9,16-19.22-23

“Pregar o Evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o Evangelho!” – 1Cor 9,16.

Naturalmente Paulo está combatendo a vanglória e alguma forma de ganho ilícito à custa da pregação do Evangelho.

A pregação do Evangelho não é para o enriquecimento nem para o poder pelo poder, mas para o serviço aos irmãos e irmãs; não existe para que o ministro da Palavra se sirva das ovelhas, mas para melhor e verdadeiramente servi-las, como disse e fez o próprio Jesus. “Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” – Mc 10,45.

Qual é a paga de quem Evangeliza? É a mesma que se recebe ao alimentar um faminto: saber que naquele dia que eu lhe dei de comer ele não ficará com fome e comerá com a mesma dignidade que eu como todos os dias. É essa a paga – saber que o outro vai se beneficiar com uma ação minha, saber que alguém sorrirá por causa de uma ação ou palavra que eu disse, etc.

O Evangelho é gratuidade, Paulo mostrou isto sendo ele mesmo gratuito como Jesus o foi, não cobrando nada, nem salário. Não que a pessoa não possa viver da pregação da palavra, o que não deve é fazer dos ganhos o seu norte, pois sua vida deve ser guiada pelo Evangelho e pelo seu anúncio, e não por outra coisa.

 

Evangelho Mc 1,29-39

O texto começa dizendo que “Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André.” – Mc 1,29.

Como vimos no domingo que passou, a estrutura representada pela sinagoga estava gerando indiferença e exclusão, a pessoa do endemoniado bem traduziu essa triste realidade – Jesus rompe com essa engrenagem opressora fazendo justamente o contrário: reinserindo ao convívio social o endemoniado.

No Evangelho de hoje, ao sair da "sinagoga deles" - Mc 1,23, (expressão que indica uma posse indevida não legitimada por Deus), Jesus vai até uma casa e desfaz também na casa qualquer resquício da estrutura de indiferança e abandono da sinaga (da época) ao se deparar com a sogra de Pedro ardendo em febre. Pois Ele vai ao seu encontro ao invés de afastrar-se.

A pessoa acometida por qualquer doença era considerada maldita de Deus; a febre, que faz a temperatura do corpo aumentar, era encarada como uma possessão demoníaca, porque o demônio desde sempre foi associado ao fogo, as chamas eternas.

Jesus então, ao contrário da reação da maioria, como já dito acima, não procura se afastar da mulher doente, aproxima-se dela, não tem medo de ficar impuro, só quer que as pessoas não permaneçam nas diversas situações de sofrimento – é só isso que lhe importa. E então a cura.

Ao curar-se a mulher imediatamente se pôs a servir as pessoas, o que indica que Jesus lhe alcançou não somente o corpo com esta ação curativa, mas também seu coração - pois por-se ao serviço do outro é mostra clara de um eocnotro verdadeiro com Jesus de Nazaré e de um coração alcançado por Ele.

Tudo que tenho e sou deve ter uma destinação para os irmãos, o Evangelho me convida a partilhar, a me importar com quem tem menos que eu mas necessita tanto quanto eu. Servir é partilhar o que somos.

Após curar mais pessoas, Jesus se recolhe para rezar. Não é um isolar-se por isolar-se, mas para poder entrar em contato e em sintonia com a vontade do Pai – é por isso que se reza.

A leitura orante da Bíblia é uma ótima ferramenta para esse diálogo com Deus: Ele fala através de sua palavra e eu, com base no que ele me disse, respondo-o, e me alimento para agir no mundo conforme o Evangelho, pois como diz Santo Aníbal, pai fundador dos rogacionistas: “oração que não se transforma sem ação não é oração”.

Não cedendo a tentação dos apóstolos, que incoscientemente ou não queriam fazer dele um líder milagreiro, Jesus diz que precisa sair dali, pois há pessoas que necessitam conhecer o Evangelho em outros lugares também, e que foi para isto que Ele encarnou-se e viveu sendo um conosco, para que todos, e não somente um grupo, saibam da boa novidade, que Deus é Pai de todos, e que por isso somos todos irmãos, como nos diz o lema a campanha da fraternidade deste ano.

Que possamos fazer como Jesus, voltar-nos primeiramente para Deus para saber como realmente conseguiremos ajudar os irmãos e irmãs que tanto precisam de nós, para saber ao certo como devemos seguir pela vida nos encontrando com os menores do Reino, construindo cada vez mais pontes em vez de muros entre nós e as outras pessoas, como nos fala com tanta e amorosa autoridade nosso tão querido papa Francisco.

  Autor:   Anibal Lobão


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