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Desde: 10/01/2017      Publicadas: 108      Atualização: 23/04/2018

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 Teologia e Vida

  09/03/2018
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BREVE REFLEXÃO SOBRE AS LEITURAS DO 4º DOMINGO DA QUARESMA - ano b

Comentário aos textos bíblicos da missa de domingo.

BREVE REFLEXÃO SOBRE AS LEITURAS DO 4º DOMINGO DA QUARESMA - ano b

1ª Leitura – 2Cr 36,14-16.19-23

O texto da primeira leitura de hoje é tirado do 2º livro das crônicas e traz uma forma ainda primitiva de conceber Deus, mostrando-o como um terrível castigador do povo que, por sua infidelidade, entrega-o às espadas de seus inimigos. Assim o texto explica o porquê de Deus ter permitido a destruição de Jerusalém, do Templo, e do exílio na Babilônia aos que conseguiram sobreviver a espada do inimigo.

Todavia, ao final do texto, mesmo em meio a esta concepção primitiva da divindade, é-nos mostrado que o que prevalece ao fim de tudo é mesmo a bondade de Deus, pois Ele promove o fim do cativeiro suscitando o rei Ciro da Pérsia, o novo império que emergia, para enfim decretar o final do exílio e a permissão para que os israelitas voltassem a sua terra para reconstruir o seu Templo e as suas vidas em liberdade.

Nas leituras seguintes o rosto de Deus em Jesus Cristo será plenamente revelado, fazendo desaparecer de vez a imagem do Deus castigador que infelizmente ainda é concebida por muitos cristãos: como se Deus fosse um contador, anotando nossos erros e acertos para no final tirar um saldo positivo ou negativo, para nos abençoar ou aniquilar.

 

2ª Leitura – Ef 2,4-10

Nos versículos anteriores ao texto da segunda leitura de hoje (vers. 1-3), o autor da carta aos efésios afirma que o próprio homem é quem provoca sua ruína e infelicidade – e não Deus, como dito na primeira leitura. Muito pelo contrário, o autor afirma que a intervenção de Deus na história se dá como dom para libertar o ser humano, para salvá-lo em Jesus Cristo:

“Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos!” – vers. 4-5

Afirma ainda que, por ser dom, ninguém pode se vangloriar da salvação em Jesus: “Com efeito, é pela graça que sois salvos, mediante a fé. E isso não vem de vós; é dom de Deus!” – vers. 8, mas devemos sim acolher esta salvação de forma a dar frutos pelos méritos desse próprio dom que capacita as pessoas a agirem com bondade, justiça e misericórdia no mundo: “nós fomos criados em Jesus Cristo para as obras boas, que Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” – ver. 21.

Ninguém faz o bem para alcançar a Graça, mas é a Graça que nos alcança por primeiro para nos capacitar a fazer o bem aos nossos irmãos e irmãs, a caridade, que é o amor posto em prática – muito embora tenhamos toda liberdade para rejeitar e não viver sob esta Graça, como veremos no Evangelho.

 

Evangelho – Jo 3,14-21

O Evangelho de hoje evoca o episódio da serpente de bronze (Num 21,4-9), quando no deserto os israelitas foram atacados por serpentes. Moisés então volta-se para Deus que o instrui a construir uma serpente de bronze e ergue-la em um poste, para que todos que a olhassem tivessem suas vidas salvas.

É claro que não se trata de um olhar para um objeto de bronze feito um ritual de magia, mas sim de um ato de confiança em Deus – pois é a confiança depositada em Deus que realmente liberta os homens; uma confiança que é adesão ao caminho de vida indicado por Deus, que é o caminho do Evangelho, traçado pelo próprio Jesus.

Jesus associa o episódio da serpente de bronze a sua crucificação, quando Ele próprio será erguido no alto da Cruz do Calvário na total entrega do dom de sua vida por amor a todos nós, gesto esse que devemos contemplar de forma a aderir, como dito acima, a vida do próprio Cristo que morreu por nós para com Ele, Nele e por Ele podermos também ressuscitar.

“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.” – vers. 14-16

“De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.” – vers. 17-18

Neste texto definitivamente tem-se com clareza o verdadeiro rosto de Deus, que “não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.” Vers. 17. Deus intervém na história para salvar, para restaurar, para libertar. O ser humano não precisa que Deus o coloque em situação de não salvação: o próprio ser humano se coloca em apuros.

Quem recusa a proposta de salvação de Deus em Jesus não será salvo a força, pois Deus nada impõe, já que Dele somos filhos e não escravos, é assim que devemos compreender o seguinte versículo: “Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.” – vers. 18, e não porque Deus castigou. É como recusar uma boia que me arremessam do alto de um navio para que eu não me afogue.

Nunca é demais lembrar que a proposta de salvação em Cristo é proposta existencial que nos capacita a optarmos pela justiça de Deus, pelos mais fracos e pelos mais pobres e por todos que são oprimidos pelo sistema mundial vigente que opta pela absurda concentração de riquezas, que gera pobreza e miséria para uma imensa maioria de irmãos e irmãs excluídos e excluídas do usufruto até mesmo do mínimo necessário para sua sobrevivência. Viver a dinâmica da salvação é, pois, optar pela caridade e pela partilha – é escolher livremente fazer da própria vida um dom para os irmãos e irmãs.

É, enfim, optar pelo Reino de Deus. 

  Autor:   Anibal Lobão


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