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Desde: 10/01/2017      Publicadas: 108      Atualização: 23/04/2018

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 Teologia e Vida

  24/02/2018
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BREVE REFLEXÃO SOBRE AS LEITURAS DO 2º DOMINGO DA QUARESMA - ano b

Comentário aos textos bíblicos da missa de domingo.

BREVE REFLEXÃO SOBRE AS LEITURAS DO 2º DOMINGO DA QUARESMA - ano b

1ª Leitura – Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18

Nos tempos antigos era possível sacrificar o próprio filho para tentar conquistar a benevolência dos deuses quando se estava passando por alguma situação difícil.

Aproveitando essa lógica, no texto da primeira leitura de hoje, Deus primeiramente exige que Abraão sacrifique seu único filho Isac.

Todavia, ao constatar a real fé de Abraão, o anjo de Deus diz para ele não ir em frente com o sacrifício, e aponta um animal a ser sacrificado, mostrando assim que Deus não quer sacrificar vida humana alguma.

Em Jesus nenhum derramamento de sangue para sacrifícios é lícito, nem mesmo de animais, pois Ele mesmo se dá em sacrifício por amor a humanidade de uma vez por todas – o filho único de Deus entregue para a salvação do mundo.

Abraão abandou sua terra, a segurança de sua família e tribo, para atender ao chamado de Deus, e ainda aceitou sacrificar o próprio filho – essa é o tema central do texto: a fidelidade de Abraão.

Abandonar as próprias convicções, constatar que a verdade vai além delas, e aceitar o novo que Deus apresenta, atentar e aceitar os sinais dos tempos, ainda é a barreira a ser transposta por muitos de nós.

O Concílio Vaticano II, terminado em 1965, em várias de suas dimensões, é ainda avançadíssimo para os dias de hoje, em pleno 2018. Mas devemos ter a postura de Abraão, confiar mesmo em Deus, no novo que Ele nos apresenta e continuar seguindo em frente.

 

Segunda Leitura – Rm 8, 31b-34

“Se Deus é por nós, quem será contra nós” – vers. 31b

Assim começa a segunda leitura de hoje. Paulo fala para encorajar os cristãos de Roma a continuarem seguindo em frente, pois Deus se coloca como defensor de seus filhos e filhas, que para justificar a todos em Jesus entregou a própria vida como dom de amor no madeiro da Cruz.

Inconscientemente às vezes pensamos que o pecado que cometemos é maior que o perdão e a misericórdia de Deus, passamos a nos achar indignos de nossa fé por isso...

É necessário nos esforçarmos por evitar o mal, evidentemente, mas nem por isso vamos deixar de errar. E quando errarmos, Deus nos quer de volta, pois Ele nos ama e não há pecado maior que o amor de Deus, “que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós” (vers. 32), por isso “Quem acusará os escolhidos de Deus? Ele, que os declara justos? Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou, e está à direita de Deus, intercedendo por nós?” (vers. 33-34).

Muitos dizem: “Deus é misericordioso mas é justo”. Mas essa concepção de Deus é errada, faz parecer que para ser misericordioso Deus deixa de ser justo, e que para ser justo Ele deixa de ser misericordioso. Não!!! “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre”, como diz o autor da Carta aos Hebreus 13,8. Deus não deixa de ser porque Deus simplesmente é. Assim, é mais correto dizer que “Deus é misericordioso e justo”, porque a misericórdia Dele é a justiça Dele e a justiça Dele é a misericórdia Dele.

 

Evangelho – Mc 9,2-10

Jesus se retira com Pedro, Tiago e João, diz o texto, para um lugar solitário, um monte alto. Era comum os mestres judeus se retirarem para revelar alguma coisa importante aos seus discípulos. Moisés, conforme nos relata o livro do Êxodo, foi sozinho ao monte Sinai para ter com Deus, e depois levou com ele apenas três pessoas: Aarão, Nadab e Abiu.

O monte alto na Bíblia significa um lugar privilegiado para a intimidade com Deus, é no alto do Monte Sinai que Deus se revela não só a Moisés, mas também a Elias, personagens do Evangelho de hoje que dialogam com Jesus.

Os israelitas acreditavam que Elias voltaria para lhes apresentar o messias, e Moisés havia dito: “O senhor teu Deus ter suscitará um profeta igual a mim; é ele que irás ouvir” (Dt 18,15) – por isso os dois aparecem nesse episódio com Jesus para apresentá-lo como messias e profeta.  “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” (Vers. 7), esta fala é a confirmação de que Jesus é mesmo o messias e o profeta a ser definitivamente ouvido.

Havia no final do ano uma festa em Israel chamada “festa das tendas” que festejava o final da colheita, essa festa durava uma semana, recordava também o caminho feito pelo deserto, e se orientava também para o futuro – falavam que o reino que viria seria uma permanente festa das tendas.

Pedro pede então para construir as tendas porque entende que em Jesus esse momento de festa permanente havia enfim chegado, mas não compreende, porém, que Jesus transfigurado era ainda uma antecipação do Jesus glorioso que deveria passar pela cruz para ressuscitar – pois a fé no ressuscitado tem de ser a fé no crucificado e vice-versa. Não há atalhos possíveis no seguimento a Jesus: “Se alguém deseja seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e me acompanhe” – (Mt 16,24). Jesus fala para eles não contarem o ocorrido a ninguém justamente por saber que somente após sua morte e ressurreição eles teriam condições de corretamente entender este episódio.

As vestes brancas de Jesus significam as vestes da vitória; o medo de Pedro significa na verdade o assombro diante da grandiosidade da divindade; a nuvem e a sombra fazem alusão à tenda da reunião durante o caminho do povo de Israel no deserto, que era acompanhada pela sobra, manifestação da presença de Deus.

Sobretudo nossas relações devem ser transfiguradas – nossa sociedade só mudará se a fraternidade e a colaboração sobressairem sobre o individualismo e se a concepção de que o outro é sempre um oponente der vez à constatação de que todos somos irmãos.

Tendemos a aceitar resigndadamente os padrões que o consumismo nos impõema – o que gera muita exclusão e marginalização para quem não consegue consumir desenfreadamente. Como dito acima, não há atalhos possíveis – há o caminho a ser seguido – que não é o do consumismo desenfreado, mas da partilha e do dom de si mesmo tendo em vista O Reino de Deus.

Há de se caminhar sem fraudes para se chegar à meta pretendida; e o caminho é feito com o outro – é como uma corrida em que o que está na frente tem de voltar quantas vez forem necessárias para erguer os caídos do caminho, até que se criem condições de todos correrem em velocidade semelhante – pois a vitória só faz sentido se for conjunta – até porque a comunidade humana em um contexto de competição e guerra tende ao autoaniquilamento – por isso os mais vulneráveis devem ser erguidos pelos mais fortes e os pobres ajudados pelos mais ricos – é preciso amar.

  Autor:   Anibal Lobão


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