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Desde: 10/01/2017      Publicadas: 108      Atualizao: 23/04/2018

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 Teologia e Vida

  04/01/2018
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BREVE REFLEXO SOBRE AS LEITURAS DA SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR

Comentrio aos textos bblicos da missa de domingo.

BREVE REFLEXO SOBRE AS LEITURAS DA SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR

O termo epifania vem do grego "epiphanéia", quer dizer manifestação ou aparição, tem o sentido de apontar um momento chave, como que fechando um quebra-cabeças que desvela de vez um mistério. Essa solenidade se originou na África de uma festa pagã na qual se celebrava a vitória da luz sobre as trevas. A liturgia cristã irá então afirmar que Jesus é verdadeiramente a luz que veio ao mundo para vencer as trevas que assolam a humanidade. A igreja, além da adoração dos Magos ao menino Jesus, ainda considera outros dois mistérios como epifania: o Batismo de Jesus Cristo e o seu primeiro milagre nas bodas de Caná, na Galiléia.

 

1ª Leitura – Is 42,1-1.6-7

Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos(vers. 2).

A cidade de Jerusalém está construída sobre uma montanha rodeada por dois vales onde a luz do sol não consegue alcançar: Geena (lugar onde os pagãos sacrificavam pessoas aos seus deuses jogando-os nas chamas, e onde mais tarde teria se transformado em local para incinerar lixo) e Cedron (que literalmente quer dizer escuro).

Jerusalém estava envolta em trevas, destruída e com seus filhos exilados na escravidão da Babilônia, mas esses tornarão a viver sob a luz: “Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor” (vers. 1), os desterrados votarão para sua terra.

Não só para esses a luz da liberdade se reacenderá, mas também para todos os povos, pois diz o texto: “Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora” (vers. 2).

O texto termina afirmando que virão para Jerusalém riquezas de todas as nações, que haverá uma inundação de camelos e dromedários carregando ouro e incenso para Glória do Senhor.

Toda riqueza, porém, só continuará sendo bênção se todos desfrutarem dela, como é a luz de Deus, para todos os povos, e não apenas para grupos concentradores de poder e riquezas como ocorre no Brasil e no mundo – ou alguém é ainda capaz de questionar que a miséria que assola o mundo é fruto de corações que para permanecerem acumulando lutam para que a desigualdade no mundo continue drástica como está? Desigualdade sempre haverá, já que a humanidade é e sempre será plural, mas não em dignidade, e em oportunidades – essa desigualdade jamais foi pretendida por Deus.

 

2 ª leitura – Ef 3,2-3.5-6

O texto fala de um mistério cujo efeito será reunir a todos, inclusive os pagãos, pois esses também “são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho.” (vers. 6.).

Esse mistério é Jesus, adorado pelos magos no Evangelho.

Deus não faz acepção de pessoas, Deus não exclui ninguém, quem o faz são os grupos humanos que julgam ter supremacia sobre outros grupos, e por isso excluem e odeiam tanto o diferente que chegam a matar muito e cruelmente, como tristemente se pode constatar na história da humanidade.

De toda forma, nada disso jamais teve a ver com Jesus e seu Evangelho, que prega justamente o contrário, como bem sabemos.

Aliás, é bom ressaltar que a Doutrina Social da Igreja afirma que as minorias tem todo direito de existir com seus direitos e deveres, leia o nº 387 do Compêndio da Doutrina Social da Igreja, inclusive com toda liberdade cultural e até de culto religioso, pois a Igreja prega que o Estado garanta a liberdade religiosa de seus cidadãos, leia os nº 421-423 do mesmo compêndio. O Estado laico preza justamente pela liberdade religiosa ou de não se ter religião ou crença alguma – e não a proibição de se praticar alguma religião, como muitos pensam, muito menos a obrigação de se praticar essa ou aquela religião. Se a Igreja pregasse coação estaria se contradizendo, pois o Evangelho é sempre proposta, jamais imposição.

Portanto a Igreja não aprova qualquer tipo de segregação, exclusão ou supremacia de um grupo sobre outros, pois isso seria desautorizar o próprio Cristo.

 

Evangelho – Mt 2,1-12

Os magos não eram reis, mas pessoas que interpretavam sonhos, previam o futuro observando o curso dos astros e estudando o voo dos pássaros. Assim eles procuravam compreender o que realmente Deus desejava.

Pensava-se que ao nascer uma pessoa com uma missão muito importante, nasceria também uma estrela lá no céu.

A estrela nesse caso é o próprio Cristo, pois é ele, e não um astro celeste, que deve ser seguido, seus passos, suas opções de ser um com os outros, sobretudo com os mais pobres da sociedade (doentes, deficientes físicos, sem teto, crianças, mulheres, enfim os explorados e excluídos de toda sorte...). Quem está calculando para ver se foi um cometa que passou para os magos está perdendo seu tempo.

Dando pleno cumprimento a primeira leitura, os magos representam todos os povos que afinal são chamados â luz que não conhecerá ocaso e que é para todos sem distinção.

Eles trazem incenso (reconhecendo assim a divindade do menino), ouro (reconhecendo a realeza de Jesus) e mirra (substância usada para embalsamar os mortos – com esse presente os magos reconhecem também a condição humana de Jesus).

Reparem que ao final do texto, avisados em sonho para não voltarem até Herodes, os magos retornam para suas terras por outro caminho.

Fazer verdadeiramente a experiência de Jesus é exatamente assim: o caminho a se fazer passa a ser outro, a vida a se viver passa ser outra; não é mais possível ficar indiferente a dor do outro, não é mais possível querer o mal das pessoas; os sentimentos de ódio quando nos vem, algo em nós sinaliza e o ódio é aplacado. A vida continua com suas misérias, nossos problemas continuam a acontecer, mas o que realmente muda é a nossa postura diante das mazelas da vida.

Aí tudo passa a doer mais em nós: as defraudações e corrupções diversas, as injustiças, as escandalosas e criminosas desigualdades, tudo isso que para nós era indiferente passa a doer – e que bom que nos doa! Muitas boas ações começaram a partir de alguma grande dor.

Em compensação se é feliz com gestos tão simples e ao mesmo tempo tão grandiosos para o Evangelho, como a possibilidade de se estender a mão para ajudar alguém em dificuldade, alegra-se por saber que o filho da empregada doméstica, e até mesmo a empregada doméstica conseguem estudar e avançar nos estudos, ingressar na universidade...

Continua-se a querer o melhor para si, é evidente, mas a diferença é que se passa a querer o melhor também para todos. Absolutamente todos.

"Farinha pouca meu pirão primeiro" passa a ser "Farinha pouca um pouco de pirão pra cada um".

  Autor:   Anibal Lobo


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