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PARA ALÉM DA GRANDE MÍDIA
Desde: 10/01/2017      Publicadas: 76      Atualização: 07/12/2017

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 Religião

  28/11/2017
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BREVE REFLEXÃO SOBRE AS LEITURAS DO 34º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Domingo de Cristo Rei do Universo

BREVE REFLEXÃO SOBRE AS LEITURAS DO 34º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Para ler os texto bíblicos clique aqui.

1ª Leitura Ez 34,11-12.15-17

O povo de Israel está desolado, vive agora como escravo exilado na Babilônia. Afirma o profeta Ezequiel que o povo está nesta situação lastimável por causa de seus líderes, pois estes, ao invés de terem orientado suas lideranças para o serviço ao povo, serviram-se dele fragilizando-o e tornando-o presa fácil para a submissão imposta pelos babilônios (cf. Ez 34,1-10). O texto de hoje, porém, afirma que Deus irá intervir na história e, ao contrário das lideranças humanas, irá orientar-se para o benefício de suas ovelhas resgatando-as, protegendo-as, cuidando das que estiverem feridas, fazendo justiça entre elas, como deveriam ter agido desde sempre todos os reis e demais lideranças israelitas.

No âmbito religioso todo poder é para o serviço.

No sistema democrático o poder também implica sempre em serviço.

O termo democracia vem do grego "demokratía", que significa poder do povo.

Portanto, o autual presidente da câmara dos deputados, Rodrigo Maia, está totalmente errado quando diz que o povo elegeu a ele e a seus pares para decidirem soberanamente.

Não, deputado, o povo os elegeu para serem seus representantes, não soberanos. 

 

2ª leitura 1 Cor 5,20-26.28

Para Paulo Jesus dá início ao Reino de Deus, que se plenificará paulatinamente na medida em que o Messias for destruindo inimigo por inimigo, até que o último seja vencido: a morte. Com efeito, os inimigos não são as pessoas, por mais más que sejam, mas o mau que praticam. “Deus odeia o pecado e ama o pecador” – diz Santo Agostinho. Ódio, maldade, fome, doença, nudez, ignorância, egoísmo, intolerância, violência, indiferença, exploração, opressão... Essas são as forças do mal a serem vencidas até serem liquidadas. A morte, que é o total triunfo do pecado, foi vencida por Cristo na Cruz do calvário para que nós, morrendo nele, possamos também com ele triunfar de uma vez por todas no reinado de Deus. Cabe-nos colaborar ativamente contra todos esses males com a força do Espírito de Jesus, pois em germe o Reino de Deus já se iniciou e através de cada um e com cada um de nós Jesus quer implantar progressivamente a realeza que enfim entregará a Deus Pai.

 

Evangelho Mt 25,31-46

Novamente uma parábola, e novamente imagens muito duras. Para os maus castigo eterno; para os bons a salvação eterna.

Mas como associar a misericórdia de Deus à tamanha desproporção? Sim, pois somos seres finitos, e sendo maus na vida finita teremos punição eterna? Não faz sentido!

Primeiramente devemos entender que não é Deus quem nos castiga. Por exemplo: alguém que teve uma vida desregrada desde bem jovem, e que por causa disto contrai várias doenças, foi ele próprio o responsável por colcar-se nesta situação. Deus não tem culpa nenhuma.

No texto Jesus afirma que irá separar os carneiros dos cabritos; ao anoitecer, os pastores separavam os animais deixando dormir no sereno os mais resistentes. É daí que esta imagem é tirada. Em suas parábolas Jesus sempre usava realidades do dia a aida do povo, o que ajudava muito compreendê-las.

Mas... o que na verdade a parábola quer nos fazer entender? 

A resposta: que viver uma vida realmente em Deus é fazer com que o outro tenha sempre muita importância em nossas vidas, principalmente o mais pobre, o mais fragilizado, o mais carente seja do que for, pois esses são os famintos, os sedentos, os nus, os doentes, os encarcerados, os diferentes...

Aliás, quanto mais diferente, mais amada a pessoa deve ser, por dois motivos:

1) Deus não nos manda amar o semelhante, porque isto excluiria o diferente, mas Deus nos manda amar o próximo – então tenho que ir até o que está distante para que ele seja o meu próximo.

2) O diferente é sempre o mais odiado, desprezado, excluído e humilhado – lembremos das pessoas de religião de matriz africana, pessoas homossexuais, refugiados, entre tantos outros... Essas pessoas infelizmente ainda são tratadas por muitos com ódio, com julgamentos, com repugnância, com crueldade tamanha que por vezes são assassinadas covarde e brutalmente só por serem o que são. Ninguém, muito menos nós cristãos e cristãs, tem o direito de causar mais sofrimento a alguém, sobretudo a quem já sofre tanto em virtude da situação de exclusão e vulnerabilidade que as sociedades lhes impõem. Devemos ver, antes de qualquer coisa, em todos, seja quem for, um ser humano criado a imagem e semelhança de Deus e chamado à salvação em Jesus Cristo.

A identificação de Jesus com o pobre, com o carente, com o excluído é tanta que ele quer que nós o confundamos com ele: “todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” - v. 40.  É assim que o reinado de Cristo vai sendo disseminado mundo afora através dos tempos, pelo amor Dele manifestado através de cada um de nós nos pequeninos do Reino, tão vulneráveis ao mal que ainda acontece no mundo.

Por isto termino essa breve reflexão com as palavras do Papa Francisco que falam exatamente sobre essa radical e profunda identificação de Jesus com os pobres... Para Francisco os pobres nos enriquecem:

“Quando ajudamos os pobres, não fazemos obras de beneficência de modo cristão. Isso é bom, é humano – as obras de beneficência são coisas boas e humanas – mas esta não é a pobreza cristã que Paulo prega. A pobreza cristã é dar do que é meu ao pobre, inclusive do que é necessário, e não o supérfluo, porque sei que ele me enriquece. E por que o pobre me enriquece? Porque Jesus disse que Ele mesmo está no pobre”.




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